domingo, maio 10, 2009

Um concerto diferente em Almoster

Cantaram quatro coros, interpretaram quatro peças cada e em quatro lugares diferentes da monumental Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Almoster.
Almeirim, Alvaiázere, Pontével e Montemor-o-Novo, as quatro localidades portuguesas unidas esta tarde pela música, interpretaram - para encerrar - um exuberante e majestoso Canticorum Jubilo, que Haendel tinha composto para a sua Oratória Judas Macabeus.
O VI Encontro de Coros foi uma iniciativa da Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster - ARCFA. Obrigado pelo convite e parabéns pela inciativa.


terça-feira, abril 28, 2009

Acordai - Concerto Comemorativo do 25 Abril, Montemor-o-Novo



Mais vídeos do Concerto Comemorativo do 25 de Abril em baixo:
Filmagens por: Pedro Carpetudo

CSD comemora Abril








Numa produção de Samuel para o Cine-teatro Curvo Semedo, o Coral de São Domingos participou no concerto comemorativo do 25 de Abril, em Montemor-o-Novo. O emblemático Acordai, de Fernando Lopes-Graça e José Gomes Ferreira, foi a peça escolhida para a abertura do espectáculo, que contou com a participação de outros artistas - Samuel, Vera Guita, Fátima Casa Branca, Sira Camacho, Alexandra e David Mira. Tiveram o acompanhamento de Ivo Nogueira, Carlos Mil Homens e António Neves da Silva. Disseram poesia Rosa Souto Armas e Bernardino Samina.

segunda-feira, abril 20, 2009

Samuel e Fátima Casa Branca - irrepreensíveis

Fados Baladas e Canções é o título genérico da "digressão" que Fátima Casa Branca e Samuel se encontram a realizar por algumas freguesias do concelho de Montemor-o-Novo. A receita é simples e o Ciclo da Primavera têm dela retirado bons resultados artísticos: pega-se na prata da casa que tenha qualidade indiscutível, mistura-se com alguns "convidados" de igual gabarito, mexe-se lentamente, com vozes brandas ou no máximo conforme o sentimento, enquanto se acrescenta um reportório adequado ao momento, ao espaço e ao público. (Este nem sempre tem sido muito, mas há que inistir.) A dupla Fátima/Samuel esteve em Santiago do Escoural, no Domingo, dia 19. Eu também lá estive e não queria que tivesse acabado. Com eles, em palco, mostraram igualmente os seus talentos o pianista António Neves da Silva e o baixista Ivo Nogueira.

domingo, abril 19, 2009

22.º aniversário do CSD







Para comemorar o 22.º aniversário, o Coral de São Domingos convidou o maestro Pedro Teixeira e Grupo Coral de Queluz, com qual mantém relações de amizade já antigas. O concerto realizou-se na Igreja da Misericórdia e teve início às 18 horas. Nem a chuva intimidou as dezenas de espectadores que, entusiasmados, enchiam o templo da Rua Direita, espaço de ensaios do CSD. O reportório foi variado em ambos os grupos: música sacra de vários pontos do mundo, madrigais e canções do renascimento e peças tradicionais. Depois do concerto serviu-se um jantar na Escola Secundária, regado com bom vinho e mais canções.



segunda-feira, abril 06, 2009

Zeca em Abril


Vera Guita e Adriano Serôdio cantaram Zeca Afonso, no Centro Cultural das Silveiras (Montemor-o-Novo), num recital de canções e poesias ligadas a Abril e ao espírito de liberdade, herança directa da madrugada desse dia.
O público não foi muito mas foi bom. Os artistas mereceram todos os aplausos.

Um Dia pela Vida

No dia 3 de Abril, o Coral de São Domingos interpretou um recital de música coral, na Igreja da Pousada de Alcácer do Sal, cujas receitas reverteram para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. A iniciativa foi organizada pela equipa Coração Aberto, da Caixa de Crédito Agrícola de Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo.

segunda-feira, março 23, 2009

Coral em Barrô

A convite do Orfeão de Barrô, o Coral de São Domingos deslocou-se, após longa viagem, àquela freguesia do concelho de Águeda para participar no Concerto de Primavera, no Auditório do Centro Cívico de Barrô. Juntamente com o Grupo Coral Espranjar (Fermentelos), a Orquestra Juvenil da Banda Nova de Fermentelos, e o Orfeão anfitrião, o grupo montemorense foi interveniente numa noite de grande música. Ficam as fotos pela mão de Maria José e de Carlos Ceroula.


domingo, março 01, 2009

Brasil, Brasil!



Chico Buarque e Vinícius foram apenas dois dos muitos compositores e poetas brasileiros que passaram pela voz da Vera e pela viola do Samuel no sítio do Músicaolargo. O público atravessou o Atlântico e por lá ficou durante quase duas horas bem medidas. E, acreditem, foi díficil regressar ao Largo da Matriz, tal o efeito mágico daqueles quatro.
Não teve oportunidade de ir? Bem feito! Não sabe o que perdeu.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

"Pastyme with Good Company" no Convento da Saudação

Ficam aqui mais algumas imagens da actuação do Coral de São Domingos durante a visita do Presidente da República ao Convento da Saudação. Nesta filmagem, da autoria de Zélia Rodrigues, podemos ver, na íntegra, o desempenho do Coral durante a peça Pastyme With Good Company escrita por Henrique VIII, no século XVI. Uma peça renascentista interpretada num espaço que ainda transpira o estilo e a mentalidade daquela mesma época, por entre a contemporaneidade das actividades que por lá são desenvolvidas, presentemente, pelo Espaço do Tempo.



sábado, fevereiro 14, 2009

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Cavaco Silva ouviu CSD







A convite do coreógrafo Rui Horta, o Coral de São Domingos cantou durante a visita do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, ao Convento da Saudação, sede do Espaço do Tempo. A visita do Chefe de Estado esteve integrada na 2.ª Jornada do Roteiro para a Juventude, dedicado ao tema “Autonomia, Associativismo Juvenil: Arte e Cultura”.
(As fotos foram roubadas do site da presidência, que fica em http://www.presidencia.pt/)

domingo, janeiro 25, 2009

Concerto Paulino, em Lisboa

O Coral de São Domingos participou, a convite do Coro Renascer Chiado, de Lisboa, no concerto do ano jubilar de São Paulo, que teve lugar na Igreja de São Paulo, em Lisboa.
Apesar da tarde chuvosa, o templo encheu-se de gente e de polifonias.
Um concerto a não esquecer. Daí as fotos da Luísa Magna e do Orlando Santos, um amigo do Coro da Portela que quis estar connosco neste fim de tarde.


quarta-feira, dezembro 24, 2008

Cantares ao Menino


Na minha Nisa natal, a música anda, à solta, no ar que se respira. Escorre das torres e ameias, que ainda restam da velha fortaleza. Propaga-se pelas ruas medievas. Imunda os largos, as praças e os cantos mais recônditos. Brota em cascata de todas as fontes, que matam a sede aos pontos cardeais da Vila. Acolhe-se à sombra, mais que centenária, do vetusto eucalipto do Rossio. Entra em todas as casas, sem bater à porta. Senta-se a todas as mesas, sem pedir licença e acaba, sempre, por ser alguém com quem nos habituamos a conviver e a andar de braço dado, pela vida fora. Até ao fim. Por isso, a propósito e na sequência de tão benéfico dom, se concluiu já que “ali, de um pau se faz um músico”.
Mesmo, e certamente, sem “a propósito algum”, os parágrafos anteriores vieram só porque, uma vez mais, vão ocorrer, na Cidade, os Cantares ao Menino. Cumprindo aquilo que se tornou num “hábito com força de lei” e numa organização conjunta com o Município, o Coral de São Domingos celebra, na época natalícia, este seu programa.
Em noite sabática de Dezembro, por vezes frio, com temperaturas a rodar as negativas, as vozes quentes do Coral conseguem trazer para a rua dezenas de homens, mulheres e jovens (muitos jovens, sempre) e arrastar, após si, essa pequena multidão, numa caminhada pelas ruas da Cidade, cantando ao Menino - anunciando, em aviso precursor, a vinda de uma noite, por vezes, a mais bela e, quantas vezes, a mais triste noite do ano.
Diz o Livro dos Livros que, nessa noite mítica e longínqua, por sobre os campos de Belém, terra de Judá, onde os pastores vigiavam seus rebanhos, um anjo apareceu e disse-lhes: “Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo”(Lc 2,10). Cantar é, sempre, a alegria do Povo. Por isso, no silêncio da noite de um Dezembro frio, o brilho irradiante da estela de Belém enche a Cidade entorpecida com aquele calor humano que também dá pelo nome de Solidariedade e que, tantas vezes, se traduz em Canto. A mesma estrela de Belém que acende a lua cheia (de quê?), no tecto de todas as casas, até mesmo daquelas que já não têm ou nunca tiveram tecto. A mesma estrela que estende um rasto de luz por todas as ruas, até mesmo por aquelas onde já ninguém passa. A mesma estrela que continua a semear sonhos em terras ressequidas, até mesmo naquelas que, de tão queimadas, se tornaram estéreis. A mesma estrela que persiste em “Cantar ao Menino”, até mesmo quando milhares de crianças morrem a cada hora, em todas as partes do Mundo.
No silêncio de uma noite silenciosa, quando só o Canto e as Sombras caminham a par de uns quantos, e num gesto que desfia pétalas de um rosário antigo, o Coral de São Domingos devolve, nos seus cantares, uma súplica de Paz, que os homens teimem em não atender; um grito de Humanidade, que os homens porfiam em não ouvir; um preito de Alegria, que as sociedades teimam em fingir que ignoram. Porque a Alegria, a Paz e a Boa Vontade que os anjos cantaram, naquela noite de há muitos anos, foram, apenas, os votos formulados porque, nessa mesma noite, nascera um Menino. Por isso é que há Natal. Não é por mais outro motivo algum. Há Natal porque nasceu um Menino. Há muitos anos e num lugar muito longe, é certo. Mas há Natal, só porque o Menino nasceu. Natal quer dizer Nascimento, ainda que haja quem não saiba, quem se esqueça ou queira ignorar o facto.
Este, afinal, é o grande salmo que o Coral de S. Domingos espalha, pela Cidade, até mesmo quando o silêncio da noite é mais pesado, quando o frio de Dezembro é mais algente, quando Belém, terra de Judá, fica cada vez mais longe de todos nós. Mas o Natal sempre é – e só - o Nascimento do Menino que continua a povoar os sonhos de quem ainda sonha, entre escombros; de quem ainda acredita que a Paz não é uma quimera; de quem ainda não perdeu a fé num mundo novo, renascido, talvez, das cinzas deste que se desmorona, inexoravelmente, só porque os homens se esqueceram de ouvir e, principalmente, de “Cantar ao Menino”.
Para todos, um Bom Natal.

Carlos Tomás Cebola
In O Montemorense, 20/12/2008


domingo, dezembro 14, 2008

Sira e Samuel - Canções de Natal


O Natal chegou ontem ao Musicaolargo na voz da Sira e na viola do Samuel. A noite fria recebeu o calor de uma dúzia de canções alusivas ao momento, muitas da tradição anglo-saxónica, outras com arranjos e adaptações fantásticos que nos fizeram viajar para cidades distantes, com outras paisagens ainda mais friorentas.
Não faltou um chá quentinho, para compensar, com uns pastelinhos de nata de se lhes tirar o chapéu. Houve quem preferisse uma ginjinha. Uma não. Duas.
Casa cheia numa noite que soube a pouco. E o Samuel não cantou? Cantou: um dueto ternurento com a Sira, a fechar este encontro que vai repetir-se quando eles quiserem.


domingo, dezembro 07, 2008

Coral de S. Domingos na Igreja dos Agostinhos


Obras de Nikolay Kedrov, J. Leavitt, Howard Goodhall, Antonio Lotti, Ramiro Real, Juan-Alfonso Garcia, Mário Sampayo Ribeiro, Fernando Lopes-Graça, Henrique VIII e João Luís Nabo encheram de enorme magia o velho templo, em tempos pertencente ao Seminário de Vila Viçosa. A Igreja dos Agostinhos, agora sob administração da Casa de Bragança, organizadora do evento, recebeu o Coral de São Domingos, de Montemor-o-Novo, para um concerto que vai, decerto, ficar muito tempo na memória de quem participou e de quem ouviu. Ainda houve tempo para umas canções de Natal.Ficam as fotos para memória futura.









quarta-feira, novembro 12, 2008

Concerto ao fim da tarde

No passado dia 8, o Coral de São Domingos, de Montemor-o-Novo, recebeu o Coro Renascer Chiado, sob a direcção de Cornélio Vianey da Cruz, para participar no XIV Concerto de Outono. O espectáculo teve lugar na Igreja da Misericórdia da nossa cidade e contou com os aplausos entusiastas de numeroso público. Depois do recital, os elementos de ambos os grupos voltaram a encontrar-se, desta vez, à mesa, onde puderam apreciar os sabores de Outono que vêm sempre a calhar depois de um fim de tarde de boa música. Esteve presente o maestro e compositor timorense Simão Barreto, autor do repertório interpretado pelo coro convidado.